sábado, 2 de abril de 2011

QUARTO DIA - 28 de Março de 2011 - San Salvador de Jujuy/AR X San Pedro de Atacama/CH

Buenas;

Antes de mais nada gostaria de comentar sobre alguns detalhes dos dias anteriores: para quem não conhece o interior da Argentina, na região do Chaco e de Santiago de Estero as pessoas criam muitos animais (cabras, porcos, burros) soltos e esses animais ficam sobre a pista e para completar os carros em grande maioria andam em alta velocidade por muito pouco não presenciamos acidentes, outra coisa são as cidades que são isoladas e abandonadas pelos governantes, então é barro, poeira, falta de gasolina, ...

Bom mas vamos ao dia de hoje, acordamos e estava escuro e chovia, arrumamos nossas bagagens e fomos tomar café, vai pra cá e vai pra lá e ja era 8:30hs. quando saímos do hotel, na verdade estávamos em uma maratona de 2,5 dias viajando com chuva e chegando a noite nas cidades e isso vai deixando a gente cansados, mas saímos e pegamos o caminho rumo a subir a cordilheira, pela Ruta 9 que liga a Argentina com a Bolivia, logo que saímos uns 20 km. após Jujuy a chuva parou, confirmando uma informação do recepcionista do Hotel Internacional que logo acima não estava chovendo, seguimos e tudo era novidade, encontramos alguns motociclistas acredito que Brasileiros descendo para Jujuy, mas fomos indo e fotos e mais fotos e quando chegamos no trevo da Ruta 52 me dei conta que não tinha certeza que encontraria algum posto de combustível no caminho, apenas tinha certeza do posto YPF de Jama, mas era uma quilometrarem larga, então decidimos ir a Tilcara abastecer e ai comemos algo, compramos um galão de gasolina para cada um e quando estavamos prontos para sair já era 11:30 hs., voltamos ao trevo da Ruta 52 e começamos a subir, paramos em Purmamarca para tirar algumas fotos, inclusive do cerro de 7 corres, e fomos indo e a cada curva uma nova paisagem imprecionante, lugarejos, montanhas, curvas em sequência e nossa velocidade média bem baixa, logo chegar ao Salar de Salladilo, quando avistamos aquele branco ao longe fiquei impressionado, e queria cada vez mais acelerar rápido para chegar no salar, chegamos lá e é muito bonito mesmo, tiramos fotos, brincamos no sal, haviam muitos turistas e viajantes lá, ficamos quase uma hora e seguimos viagem, subimos agora em um ritmo melhor, e com pouco movimento na estrada logo chegamos em Susques, umas olhadas básicas e algumas fotos e fomos seguindo, e após uma curva a pouco mais de 500 mts de Susques, tivemos a surpresa de encontrar um posto de combustível, ali abastecemos, e ficamos alguns minutos conversando, tempo suficiente para perceber que naquela distancia de tudo o frentista estava na internet em seu notbook... Mas fomos indo e subindo e lindas montanhas, e lindas retas e muitas fotos e subindo e quando chegamos no posto YPF é que fui sentir o peso da altitude, parei a moto forra do box para abastecer e descer da moto foi complicado, como se a moto estivesse com o dobro de peso e eu com a metade de minhas forças, para arrastar a moto para abastecer foi muito complicado, tomamos um café, comemos um lanche, trocamos algumas palavras entre nós e seguimos para a aduana, fizemos o trâmite de saída da Argentina e seguimos até a placa da altitude do Passo de Jama, quando faltava uns 300 mts. pensei em como é difícil chegar ali, acho que não tinha a verdadeira noção da dificuldade que iria encontrar, agradeci a Deus por mais uma conquista, ali senti bastante, tive até alguma tontura, mas estava muito feliz, fotos e seguimos... Quando atravessamos a fronteira já sentimos um vento forte e lateral que tentava jogar nossas motos pra forra a pista, fomos indo e alem do vento começou a baixar a temperatura e o frio esteve quase isuportavel, isso que estamos bem equipados, segunda pele, luvas de couro bem grossas, andamos uns 60 km. sobre essas condições, e você pensa em voltar, mas ai é aquela coisas, pra voltar fica complicado pois tem a altitude, pra ir em frente você não sabe quantos quilómetros ira encontrar de frio ainda, e até pensei comigo mesmo, "será que no Atacama será todos os dias assim", mas seguimos e o frio foi diminuindo e o vento diminuindo e daqui a pouco até ficou agradavel, e começamos a descer em direção a Sâo pedro de Atacama, passamos pelo Vulcão Licamcabur já anoitecendo e olhando ao longe as luzes de São Pedro, seguimos e chegamos a San Pedro umas 20 hs. já escuro, fizemos o trâmite de entrada no Chile e por sinal eles são bem enrolados, demoram pra te atender e não gostam de te explicar as coisas, mas é assim mesmo... entramos em San Pedro e era rua contra mão pra cá e rua contra mão pra lá, e entramos numa ruazinha apertada, alias todas as ruas são apertadas, e fomos em busca de um hotel e alem do hotel por 50 mil pesos chilenos para o três, contratamos o tour para os Geisers del Tatio para o dia seguinte, entramos no hotel, fomos ao centro jantar e olhar a cidade e voltamos logo para dormir, afinal amanha as 4:00 hs. iremos aos Geisers.

Foi um dia fantastiso e muito puxado.

terça-feira, 29 de março de 2011

TERCEIRO DIA - 27 de Março de 2011 - Saenz Peña/AR X San Salvador de Jujuy/AR

Acordamos e chovia, fomos tomar aquele café tradicional Argentino com pouco o que comer, mas isso é tradicional deles, arrumamos as coisas e saímos, abastecemos as motos no trevo de saída da cidade e seguimos debaixo de muita chuva, andávamos em velocidade baixa, pois alem da chuva haviam muitos buracos na ruta, paramos uns 50 km a frente para falarmos sobre a chuva e os buracos, mais a frente em Pampa del Infierno paramos, e tive que por mais roupas pois o frio estava grande, sei que isso no Chaco não é normal pois todos são queixosos quanto ao calor mas é isso mesmo estava frio, tomamos um café quente e seguimos, não abastecemos as motos pois tínhamos rodado poucos km desde o abastecimento, seguimos e a chuva nos acompanhou por mais algum tempo e aos poucos o tempo de chuvoso passou a nublado, seguimos para Pampa de Los Guanacos e tivemos a surpresa de não ter gasolina nos postos, seguimos com o objetivo de almoçar em Monte Quemado e lá abastecer, chegamos lá não tinha gasolina em nenhum dos dois postos, almoçamos em um restaurante horivel, uma sujeira terrível com banheiros imundos, mas era o que tinha e pelo geito a cidade não é das melhores.

Ai, nossa situação começo a ficar complicada pois tínhamos mais 50 km até Toco Pozo e minha moto já estava na reserva e as dos companheiros também tinham pouca gasolina e tinha mais a possibilidade de não ter gasolina lá, mas não adiantava ficar ali parados, seguimos, e a 15 km de Poco Pozo faltou gasolina na Burgman, paramos e decidimos que eu iria buscar gasolina, acelerei a XT660 e em poucos minutos estava na pequena cidade, fui nos dois postos e não havia nada de gasolina, pedi que conseguissem dois litro para buscar o Paulo mas nada, não tinha e nem se interresaram em ajudar, passei a atacar as pessoas na ruta pedindo se alguém conseguia, ataquei umas motos pequenas mas nada, não tinham e não sabiam quem teria, dai pensei vou entrar vila a dentro e perguntar para todos que eu visse, já que essa situação vem de muito tempo alguém deveria ter gasolina em casa, andei 30/40 metros e encontrei uns garotos de 15/16 anos conversando e com suas motonetas chinesas estacionadas, pedi uma força, que até pagaria mais do que o valor da bomba, e os meninos se interresaram em ajudar passaram a atacar as pessoas e até que eles falaram com o José que vinha numa destas motos chinesas e o José é mecânico e quando eles falaram sobre o que eu precisava ele disse que conseguiria, acompanhei ele até sua casa e lá ele conseguiu oito litro de gasolina, peguei um galão e levei para o Paulo, voltamos todos juntos até a casa do José e ele nos ofereceu mais 12 litros, abastecemos e pagamos 150 Pesos pela gasolina, ele ficou feliz com o dinheiro e nós por poder seguir, mais um anjo que aparece em minhas viagens.

Seguimos com gasolina para chegar em Joaquim Gonzales, mas não sabíamos se teria gasolina lá, o tempo estava agradável e andamos em um ritmo lento para economizarmos o máximo de gasolina, em El Quebarachal passamos por um abate douro com muitas cabeças de gado em um enorme potreiro, o cheiro era terrível, seguimos e na chegada tivemos a grata surpresa de ter gasolina lá em Joaquim Gonzales, enchemos os tanques da guerreiras, descansamos um pouco e fomos em frente, essas situações deixam todos muito tensos e cansados, mas ainda estávamos longe de nosso destino, seguimos e a estrada ao entrar na Província de Salta ficou horivel, a XT660 vai embora, mas a Ninja e a Burgman não tem como andar, então ia eu na frente avisando onde tinha buraco, mas mesmo assim a Burgman quase decolou em buraco grande... logo chegamos na auto estrada e pegamos o rumo de Jujuy, andamos 15 km e começou a chover e tambem logo anoiteceu, então cansados, com chuva e a noite e com mais de 100 km ainda para fazer... Chegamos em Jujuy passado das 21 hs. e essa é mais uma cidade bem sinalizada e encontramos um hotel bem no centro, Hotel Internacional de otima qualidade e por um preço bom e com garagem, como viajamos com muita chuva nossas roupas, luvas e bagagens começaram a ficar molhadas e isso nós deixou bem preocupados, tomamos banho e fomos jantar, voltamos logo e fomos dormir, por que amanha vamos subir a cordilheira e o Paso de Jama nos aguarda.

SEGUNDO DIA - 26 de Março de 2011 - Santiago/BR X Saenz Peña/AR

Mal amanheceu e estávamos acordados, o dia amanheceu chuvoso com uma fina garoa, fomos tomar café e logo fomos arrumando nossas coisas para pegar a estrada, quando saímos a chuva logo em seguida parou e até sol apareceu, muitas retas e pouco movimento até a entrada de São Borja, onde ao chegar fomos diretamente até a ponte internacional, que confesso me decepcionou, esperava uma ponte com estilo antigo e o que encontro é uma ponte moderna e com pouco movimento, rapidamente chegamos a aduana, ali nosso terceiro companheiro, Paulo com uma Burgman 400 já nos aguardava com um chimarão buenacho, nos comprimentamos, trocamos impressões sobre a viagem até então já que o Paulo havia saído de Xangri-Lá ja havia uma semana e tinha ido a Serafina Correia visitar seus familiares e nos aguardou já em solo Argentino, rapidamente fizemos os trâmites aduaneiros e fizemos algum cambio, e quando olho a chuva havia começado novamente, saímos com chuva para abastecer em Santo Thomé/AR, ali perdemos mais algum tempo e saímos passado das 11:00 hs. debaixo de mais chuva, seguimos com chuva forte alternando com chuva fraca e já nos primeiros km vimos que a Burgman na chuva não tem estabilidade, mas parceria é parceria, entramos em Itá-Ibate/AR para almoçar, comemos uma milanesa e seguimos e logo nos primeiros km a chuva se fez presente com muita força, muitas retas com alguns caminhões que levantavam muita agua e sujeira, no final da tarde sobre chuva atravessamos a cidade de Corrientes/AR, que é uma cidade grande e bem organizada e muito bem sinalizada, que nós fez rapidamente seguir até a ponte sobre o Rio Paraná, ali paramos para tirar algumas fotos e ficamos impressionados com a beleza da ponte, e nesse tempo que tiramos as fotos a chuva deu uma trégua, seguimos e fomos em direção a Resistencia/AR, passando reto na entrada da cidade, ali notamos que existem poucos postos de combustíveis no lado da nossa mão o que nos levou a abastecer já com as motos na reserva, seguimos e fomos com o tempo nublado mas sem chuva até Saenz Peña onde chegamos as 20 hs. e fomos diretamente ao Hotel Acomcagua, preço de 230 pesos para os três, nos acomodamos e fomos jantar, a impressão que tivemos é que Saenz Peña é uma cidade de média para pequena e meio bagunçada no transito, voltamos para o hotel e lá falei ou tentei pelo menos falar com dois Austríacos que estava com duas Transalp alugadas e rumando ao Chile, fomos dormir antes da meia noite, pois amanha teremos o Chaco Argentino pela frente.

sábado, 26 de março de 2011

PRIMEIRO DIA - 25 de Março de 2011 - Xangri-Lá/BR X Santiago/BR

Almocei com minha familia, minha bagagem ja estava pronta a alguns dias, me despedi e ao sair fiquei pensando: será que não vou me arrepender? Não é facil deixar a esposa e uma filha e sair no mundo!

Segui a até a casa de um dos meus companheiros e finalmente saímos em viagem, a ansiedade das últimas semanas nos fez sair com meio dia de antecedencia, saimos de Xangri-Lá as 13 hs. Eu, Rogério com XT660R e Rafael com Ninja 250, com o tempo emburrado e prometendo chuva, antes de chegarmos em Osório nossa previsão de chuva começou a se confirmar e logo ao chegar na BR 290 alternava-se chuva e tempo nublado, rapidamente estávamos em Canoas e pegamos o rumo de Santa Maria, nesse caminho muitos pardais e muita chuva, e quando começava a anoitecer estávamos na engarrafada Santa Maria, por este motivo decidimos tocar mais um pouco, pois a chuva havia dado uma trégua, seguimos firme e antes das 21 hs. estávamos em Santiago, onde paramos em um bom hotel de beira de estrada, jantamos e fomos dormir.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

ANSIEDADE:

"UM DIA É PRECISO PARAR DE SONHAR E, DE ALGUM MODO, PARTIR." (AMYR KLINK)

Faltando pouco mais de um mês para a partida, a ansiedade começa a tomar conta das madrugadas.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

NOVO ROTEIRO:

Depois do adiamento de quase um ano, agora nesse final de ano as coisas estão fervendo, minha viagem toma outros contornos, acabei de trocar de moto (esse era um dos meus temores) e modifiquei o roteiro no retorno, acho que assim ficou melhor, agora é buscar um companheiro e dia 26 de Março de 2011 partir rumo ao Atacama:

ROTEIRO DA VIAGEM:

1º dia – 26/03/11 – sábado - Xangri-lá/BR x São Borja/BR – 718 km

2º dia – 27/03/11 – domingo - São Borja/BR x Presidência Roque Sáenz Peña/AR – 596 km – Total da viagem 1314 km

3º dia – 28/03/11 – segunda-feira - Presidência Roque Sáenz Peña/AR x San Salvador de Jujuy/AR – 690 km – Total da viagem 2004 km

4º dia – 29/03/11 – terça- feira - San Salvador de Jujuy/AR x San Pedro de Atacama/CH (via Passo de Jama) – 514 km – Total da viagem 2518 km

5º dia – 30/03/11 – quarta-feira - Passeios - San Pedro de Atacama/CH

6º dia – 31/03/11 – quinta-feira - Passeios - San Pedro de Atacama/CH

7º dia – 01/04/11 – sexta-feira - San Pedro de Atacama/CH x Copiapó/CH – 772 km – Total da viagem 3290 km

8º dia – 02/04/11 – sábado – Copiapó/CH x Viña del Mar /CH – 750 km – Total da viagem 4040 km

9º dia – 03/04/11 – domingo – Passeios - Viña Del Mar/CH

10º dia – 04/04/11 – segunda-feira - Viña Del Mar/CH x Mendoza/AR (via Passo Cristo Redentor) – 402 km – Total da viagem 4442 km

11º dia – 05/04/11 – terça-feira – Passeios - Mendoza

12º dia – 06/04/11 – quarta-feira - Mendoza/AR x Villa Maria/AR – 612 km – Total da viagem 5054 km

13º dia – 07/04/11 – quinta-feira - Villa Maria/AR x Paysandú/UY – 551 km – Total da viagem 5605 km

14º dia – 08/04/11 – quarta-feira – Paysandú/UY x Xangri-lá/BR – 947 km – Total da viagem 6552 km

A principio são 14 dias e são 6552 km no total.



segunda-feira, 20 de setembro de 2010

ADIAMENTO E NOVA DATA:

Nem sempre as coisas acontecem da forma como planejamos, e também existem prioridades na vida da gente, é claro que fazer uma jornada ao Atacama é muito show, mas esse ano não deu, faltou grana, tempo, surgiram problemas pessoais e não fui...
Más o sonho continua, ABRIL DE 2011 essa é a nova data, agora vai... E de XT660R...